A DÉCIMA TERCEIRA SESSÃO OU O FRUTO SAGRADO
Onde as lendas surgem do mundo cotidiano e pacato, se misturando com a realidade, e a aventura espreita em cada canto, formou-se a trupe de aventureiros o Unicórnio Saltitante. O destino, ou talvez apenas uma série de eventos casuais, os levou para além do véu, onde as cores são vivas demais e o perigo é tão antigo quanto o tempo. No coração de Faéria, os heróis buscavam a cura para uma ferida que sangrava em dois mundos.
Aprecie este resumo dos eventos que marcaram o salto de fé e a luta desesperada dos nossos aventureiros no Reino das Fadas.
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| Lora, a barda |
SESSÃO TREZE: O FRUTO SAGRADO E A VOZ DO GUARDIÃO
Deixando para trás a realidade familiar do Vale das Nuvens, o Unicórnio Saltitante — sob a liderança vibrante de Lora, a barda; a fé inabalável de Ketil e Lázaro; o mistério arcano de Isolda e a fúria aristocrática de Darian — viu-se imerso em uma Faéria que fingia beleza, mas exalava veneno. O objetivo era a Árvore Sagrada e o fruto capaz de purificar a Fonte de Petra.
O Aclive dos Horrores e os Barretes Vermelhos
A recepção no plano feérico não foi gentil. Em um aclive escarpado, sob o brilho de cogumelos fluorescentes, o grupo foi emboscado pelos Barretes Vermelhos: Escarlafolha, Sombrôca e Espiracorvo. Duendes malignos de gargalhadas estridentes e foices pesadas, cujas botas de ferro martelavam o solo com um som metálico e opressivo.
| O Aclive em Faéria |
O combate ruidoso atraiu horrores ainda maiores: um gigantesco morcego infernal com uma envergadura de 7 metros e duas abominações sem vida. Um dos monstros, uma massa de carne e metal incrustado, fustigava o grupo com golpes firmes que fatigavam sua vítima, enquanto o outro, um morto-vivo ancião de pele apergaminhada, balançava uma língua bífida e asquerosa em busca de sangue. A batalha foi um teste de posicionamento tático; à beira do precipício, Isolda conjurou esferas cromáticas trovejantes que ecoaram pelo bosque, enquanto Darian e Ketil mantinham a linha de frente contra os avanços dos duendes, garantindo que nenhum companheiro caísse no abismo. Lázaro mantinha a saúde do grupo com bençãos e curas e Lora conjurava através da música magias que faziam com que os inimigos brilhassem, se tornando alvos perfeitos. A estratégia e precisão fizeram de um encontro mortal uma vitória tranquila, mas não sem custos. O grupo precisava descansar, pois sabia que o que viria pela frente seria mais terrível, mas não havia tempo para isso, e também não era seguro. Lázaro então serviu de receptáculo ao Imortal Ixion e conjurou uma poderosa oração que permitiu que o grupo se sentisse um pouco mais recuperado e pronto para os perigos que viriam adiante.
| Conciábulo de Megeras |
O Conciábulo das Bruxas: A Luta pela Árvore
Ao alcançarem o nemeton da Árvore Sagrada, os heróis encontraram a verdadeira fonte da podridão. Um trio de megeras — o Conciábulo das Bruxas — havia se apossado do local. Oleandra, a mais jovem entre elas, caiu cedo sob a fúria dos aventureiros, mas suas irmãs provaram ser um pesadelo vivo.
Antúria, a bruxa anil, uma figura anciã e deformada, avançou com uma agressividade selvagem, prendendo Darian em um abraço esmagador que quase extinguiu a vida do bárbaro. Enquanto isso, Beladona, a megera do mar, tecia magias de corrupção. Em um momento de terror, ela lançou a Maldição do Afogamento sobre Ketil; o sacerdote de Thor sentiu seus pulmões se encherem de água salgada em pleno ar seco, silenciando suas preces e drenando suas forças.
Foi a união e o suor que salvaram o dia. Lázaro, alternando entre golpes radiantes e curas desesperadas, manteve o grupo de pé. Lora, com suas palavras inspiradoras e magias de suporte, impediu que o caos os consumisse. Darian concentrava sua fúria contra Antúria em um combate brutal. Isolda usava seus poderes arcanos que tão bem lhe tinham servido contra os barretes vermelhos, mas de alguma forma as duas megeras restantes pareciam mais resistentes a seus feitiços do que os inimigos anteriores. Ketil, mesmo sufocando, manteve a determinação, e quando a última das bruxas foi derrotada, o silêncio que se seguiu não era de paz, mas de alívio por terem sobrevivido ao impossível.
| A Árvore Sagrada: Um Ramo de Yggdrasyl? |
O Despertar de Vassorum e a Aljava de Petra
Com as megeras banidas, a Árvore Sagrada lhes entregou o que buscavam: o Fruto da Purificação. Entre baús repletos de copeques de cobre e um chapéu de propriedades misteriosas, o verdadeiro tesouro era a esperança de curar a Fonte de Petra e o Bosque das Serpes.
Seguindo o conselho do centauro Arquente, o grupo atravessou o portal de volta ao mundo mortal. Diante da Fonte de Petra, ainda turva e agonizante, Ketil ofereceu o fruto às águas com reverência. O efeito foi imediato: como tinta sendo lavada, a corrupção avermelhada deu lugar a uma transparência cristalina. A purificação pareceu instantânea e as árvores logo voltaram a suas cores, a neblina desapareceu e o céu se abriu.
Entretanto, o guardião do bosque, o unicórnio Vassorum, permanecia imóvel, uma estátua de dor. Foi Isolda quem, com um gesto de cuidado, administrou a água purificada diretamente ao ser majestoso. Com um suspiro profundo, Vassorum despertou. Suas palavras foram proféticas e gratas, ecoando como uma bênção antiga. Em reconhecimento ao heroísmo do grupo, o guardião presenteou-os com a Aljava de Petra, uma relíquia capaz de conter provisões infinitas para o longo caminho que ainda os aguarda.
| A Purificação da Fonte de Petra |
As Palavras de Vassorum
O alívio é profundo, Mago, e a Gratidão não conhece limites. O véu da corrupção é denso, e o fardo de enfrentá-lo é reservado a almas com ligações que ultrapassam o conhecimento. Muitos vieram a este lugar ao longo das eras: Sacerdotes, Druidas, Guardiões... Essa fonte purificou o corpo e a alma de incontáveis seres.
Você não sucumbiu. Sua presença aqui, no momento exato em que a vida me escapava, não é obra do Acaso, mas sim do Vínculo. Um Vínculo tão antigo quanto a água que corre nesta fonte.
Saiba disto, portador das artes arcanas: o poder de reverter a sombra, de curar a ferida mais profunda de um lugar sagrado, não está nas fórmulas de um grimório, mas sim na Essência do coração que o empunha.
O que me salvou foi aquilo que estava escrito a acontecer, no local e tempo que deveria acontecer. Continue a jornada. Carregará seu fortes laços com você. Aqui sempre será um local seguro pra você e para sua linhagem. Se a Corrupção ousar te tocar, você sabe onde buscar a cura. O ciclo deve ser mantido. A sua linhagem guardará a pureza. Apenas tenha cuidado. Há ainda tragédia em seu futuro, mas o futuro não é sólido como a pedra, e sim volátil como o vento.
| Uma Sombra Assombra o Vale... |
Sombras no Horizonte
Os unicórnios enfim descansaram. Enquanto usavam as árvores locais como abrigo, investigaram os tesouros recuperados e discutiram o futuro: era o momento de retornarem ao vilarejo de Efúgio, levando consigo um pouco da água sagrada da Fonte de Petra para tentar curar Mythik Saro, o pai de Gavina. Mas o triunfo foi aos poucos temperado pela consciência, pois a corrupção enfrentada é apenas um fio de uma teia maior.
O trio de goblins que envenenaram a fonte e o bosque, criaram o exército de mutantes que expulsaram os kobolds e manipulavam as energias caóticas do Reino Distante ainda ameaçam o Grão-Ducado de Karameikos. Os heróis podem ter curado a fonte, mas a guerra pela alma de Mystara apenas começou.


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