
Onde as lendas surgem do mundo cotidiano e pacato, se misturando com a realidade, e a aventura espreita em cada canto, formou-se a trupe de aventureiros o Unicórnio Saltitante. Após cruzarem o véu de Faéria e devolverem a pureza à Fonte de Petra, os heróis enfrentaram aberrações voadoras e descobriram sobre a verdadeira ameaça que paira sobre o Vale das Nuvens. A descida às minas causa muitos ferimentos e custa muitos recursos. Mystara precisa de heróis!
Aprecie este pequeno resumo dos eventos que levaram os aventureiros a buscar por respostas nas montanhas ao norte do Vale.
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| O Vale das Nuvens |
SESSÕES 20 E 21 OU O SUSSURRO DO SUBMUNDO
Após os eventos traumáticos e as batalhas desesperadas nas profundezas, o grupo conhecido (por vezes a contragosto do destino) como os Unicórnios Saltitantes percebeu que a corrupção das Minas Aberrantes não daria trégua. O intervalo na superfície foi breve, mas necessário. Entre o cheiro de ervas curativas e o brilho das fogueiras, Isolda concentrou suas energias para trazer de volta seu fiel aliado, o familiar Blóvis, cujos sentidos seriam cruciais na escuridão que os aguardava.
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| Isolda invoca Blovis novamente! |
Enquanto isso, a engenhosidade prática se fazia presente: Worg, utilizando o lendário Cadinho Mágico de Ketil, trabalhou o metal de uma arma capturada dos goblins, transmutando-a em uma cimitarra perfeitamente equilibrada para as mãos de Shadowmoon. Com recursos reorganizados e a determinação renovada pelo aço novo, o grupo voltou ao antigo poço do elevador. Eles sabiam que a prudência era sua única aliada contra o desconhecido.
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| Worg usa o Cadinho de Barûm-Khazad e da arma goblin forja uma cimitarra. |
De Volta à Masmorra
A descida foi silenciosa, mas a masmorra nunca dorme. Ao alcançarem a região dominada pelos Horrores de Gancho, o plano de uma aproximação tática foi despedaçado pela natureza aberrante do lugar. Do teto, como sombras que ganham vida, os Mantonegros caíram sobre o grupo.
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| O mantonegro ataca Worg! |
Antes que qualquer ordem fosse bradada, uma escuridão mágica e absoluta engoliu o campo de batalha. O que se seguiu foi um caos de ruídos metálicos e gritos abafados. Worg sentiu o abraço asfixiante de uma dessas criaturas, que o envolveu como um sudário de couro e tentáculos, começando a sufocá-lo. Cego, o grupo lutava contra o invisível, confiando apenas nos sentidos aguçados de Blóvis, que servia como os olhos de Isolda em meio ao breu.
A estratégia foi bruta, mas eficaz: foco total nos mantonegros para dissipar a escuridão. Um a um, os seres de sombra foram abatidos, permitindo que a luz (ainda que pálida) retornasse ao combate. Mas o alívio durou pouco.
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Os unicórnios enfrentam os horrores!
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Ácido, Fúria e a Voz de "Bruce"
Com a visão restaurada, o grupo encarou o verdadeiro horror: os Horrores de Gancho, liderados por uma criatura de casco amarelado e proporções titânicas. O combate escalou para uma troca de golpes ferozes. Shadowmoon manteve a linha de frente com uma resiliência impressionante, enquanto Lora buscava ângulos de tiro e Lázaro invocava o poder de sua fé para manter o grupo de pé, costurando feridas abertas por garras e baforadas ácidas.
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| Mensagens telepáticas misteriosas... |
Foi no calor dessa luta que o bizarro se manifestou. Uma voz invasiva e gélida ecoou nas mentes dos heróis. ESe identificando como Bruce, ela começou a enviar mensagens crípticas, com um certo humor ácido, dirigidas primeira mente a todos, e posteriormente apenas a Worg que mentalmente pediu que ela continuasse a falar, se é que se poderia chamar aquela comunicação de fala. O mercenário, entre um golpe e outro, repetia as palavras que a "voz" lhe enviava a seus companheiros, revelando que algo, ou alguém, os observava das profundezas, medindo sua coragem.
O perigo atingiu seu ápice quando o horror ácido concentrou sua fúria em Worg. O guerreiro, já exausto, sucumbiu à corrosão e foi ao chão. Seria o fim? Talvez, não fosse este o momento em que Isolda se destacou: seus disparos de besta, imbuídos de energia radiante, rasgaram a couraça das aberrações, abrindo caminho para que Shadowmoon e os demais finalizassem o serviço. Com o último horror tombado, o silêncio pesado das minas retornou, interrompido apenas pela respiração ofegante dos sobreviventes.
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| Lázaro faz curativos em Worg. |
O Tesouro e a Ferroada do Destino
Após Lázaro estabilizar Worg e o grupo se recompor, a exploração levou-os a uma sala oculta, onde um baú disfarçado prometia recompensas. A cautela foi extrema; exames minuciosos de Isolda e Worg não detectaram perigo. Contudo, as Minas Aberrantes guardam segredos até mesmo contra os olhos mais treinados. Ao tentar abrir a fechadura, Shadowmoon foi atingido por uma agulha envenenada. O elfo tombou instantaneamente, o veneno queimando em suas veias, e apenas a intervenção rápida de Isolda com uma poção de cura evitou o pior.
O espólio, embora valioso em moedas de prata e cobre, joias e sete poções mágicas (infelizmente, nenhuma delas de cura), deixou um gosto agridoce. Eles estavam mais ricos, mas seus corpos e mentes estavam no limite.
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| Shadowmoon se preparando para abrir o bau e disparar a armadilha. |
Rumo ao Templo Profano
O silêncio de "Bruce" após a batalha era um sinal claro: o tempo de descanso havia acabado. Os relatos dos goblins fugitivos sobre um Templo Profano no andar inferior ecoavam como uma profecia sombria. Eles se lembraram dos avisos sobre um observador no final do túnel e tentaram fazer o mínimo de barulho, evitando este confronto, pelo menos por ora.
Sem mais hesitação, Isolda conjurou um Servo Invisível para operar o mecanismo do elevador. Com o ranger rítmico das correntes e a sensação de que o próprio ar se tornava mais denso e maligno, os Unicórnios Saltitantes iniciaram a descida final para o coração da corrupção.
O que os aguarda no templo? Quem é Bruce e qual o seu objetivo? As respostas estão enterradas sob toneladas de pedra e loucura. Os Unicórnios Saltitantes, mais uma vez feridos, mas agora mais atentos e equipados, desciam para encarar o que viesse. Que venha o Trio Profano!
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| Descendo em direção ao templo subterrâneo... |
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